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Os Melhores do Mundo: Justiça Absoluta Parte 1

Atualizado: 18 de mar.

Haviam cinco anos desde a morte do Conde Drácula, que mudou completamente a história da humanidade. Do fundo poço, a raça humana ascendeu, apoiada pelos símbolos de força e esperança que esses heróis representavam. A Liga Intergaláctica, trouxe paz ao universo, impedindo os planos malignos de Esqueleto e sua trupe, no entanto, uma nova ameaça estava surgindo, e simultaneamente a isso, um novo dilema surge entre os heróis, cujo a decisão pode mudar completamente o rumo do universo.

Nota Média do Público: 9,1

 

O Lorde Imortal

Coruscant, 32 BBY. Duas figuras sombrias caminham lado a lado até o elevador central de uma luxuosa torre no centro da capital republicana. Uma das figuras era enorme, com seu rosto oculto pelo capuz de seu manto negro, e ao seu lado, uma figura menor, mas igualmente oculta em um capuz.

Saindo do elevador, ambos adentraram em um imenso apartamento, seu luxo era superior até mesmo aos dos senadores da República, não à toa, uma vez que o apartamento de um magnata do Clã Bancário, Don Damasco, uma figura reconhecida em toda a galáxia como um mestre dos negócios Muun, mas que na verdade, era um Senhor dos Sith, o mais poderoso que já existiu então.

Plagueis usava sua influência para alavancar seu aprendiz, Sheev Palpatine, em segredo, o Lorde Sith, Darth Sidious. Para Plagueis, eles seriam o ponto final de mil anos de Regra de Dois, eles haviam adquirido todo o poder sombrio imaginável, e agora, com Palpatine como Chanceler, eles estavam enfim em uma posição de poder que lhes permitiria tomar o poder na galáxia.

Eles adentraram no imenso apartamento, Plagueis sentou-se e Palpatine lhe trouxe uma garrafa de vinho, a primeira de muitas naquela noite. A força ajudava a manter os efeitos do álcool longe, mas não por muito tempo. Ele percebia que Sidius limitava-se a alguns goles, enquanto ele já estava na terceira garrafa. Ele confiava completamente em seu pupilo, mas talvez ele não fosse digno de tal confiança. Os olhos de Sidius passeavam por seu mestre, analisando-o, sentindo sua consciência deixando-o.

Ele desejava tornar-se o único Senhor Sith, mas temia confrontá-lo diretamente, e por isso, esperava ansiosamente por aquele momento. A bebida enfim levou Plagueis ao sono. Sidius então ergue-se sutilmente, verificando se ele realmente estava inconsciente, e sorrindo maliciosamente ao perceber que sim. Erguendo seus dedos finos, Sidius lançou uma tempestade de raios sob seu mestre, que caiu no chão aos gritos, sentindo sua pele sendo desintegrada pela eletricidade. Seus órgãos internos cozinhavam dentro de si, enquanto ele sentia sua pele soltar-se do corpo. Sidius ria, debochando da confiança cega que Plagueis depositara nele, mas não percebeu que havia formado o Lorde Sith mais poderoso de todos os tempos, e não notou que ele não precisava mais dele para nada. Plagueis se retorcia, enquanto distanciava sua consciência dali, talvez ele não tivesse tanta confiança assim.

Em Korriban, Plagueis havia deixado centenas de corpos clonados, ocultos abaixo de toneladas de rochas antigas, dos milenares templos sith. Quando enfim a vida deixou o corpo carbonizado de Plagueis, sua verdadeira essência já estava escondida.

Por décadas, ele manteve-se oculto, enquanto seu aprendiz dominava a galáxia, e depois, perdia seu comando, após ser traído por seu aprendiz, Darth Vader. Porém, 40 anos depois, Darth Plagueis estava de volta.

40 anos depois.

Korriban, o planeta natal do Império Sith Antigo, um planeta imerso nas energias mais obscuras do lado sombrio da força, e uma figura encapuzada cruzava os desertos, que anteriormente eram graciosos palácios sith.

Os olhos amarelos, ardendo em fúria, reluziam abaixo do capuz negro. A figura horripilante subia as escadas do antigo templo de Naga Shadow, adentrando pelo portal, que tinha tranquilamente mais de 10 metros de altura. A figura marchou até o salão central, onde havia diversos tubos de ensaio, corpos experimentais e artefatos do lado sombrio. Aquele era o laboratório do mais sábio lorde sith que já existiu, Darth Plagueis, dado como morto há quatro décadas.

Ao lado de seus acólitos, Plagueis descreve o motivo de sua façanha. Seu conhecimento da força lhe permitiu manipular a vida e criar cópias exatas do seu próprio corpo, para onde ele transferiu sua essência após ser atacado fatalmente por seu aprendiz, Palpatine. Durante os anos de reinado de Sidius, Plagueis se aprofundou ainda mais nos conhecimentos do lado sombrio da força, se tornando praticamente imortal e tão poderoso quanto nenhum sith jamais foi.

Sua manipulação da vida era tamanha, que ele foi capaz de desenvolver um universo paralelo, concebido à sua própria vontade, uma versão má e distorcida do universo em que vivia. Mas de nada adiantava viver contemplando essa ilusão, era hora de trazê-la para a realidade...

 

2. Os Pais da Terra

Enquanto isso, na Terra, mais precisamente em Gotham City, na grandiosa Mansão Wayne, se desenrolava uma grande festa, o aniversário dos gêmeos Cassandra e Jason Wayne, os filhos de Bruce Wayne e Diana Prince.

A mansão estava lotada de amigos, muitos deles formados no campo de batalha. Alguns antigos, como Superman, Flash, Lanterna Verde e outros. E alguns novos, como Luke Skywalker, Han Solo, Leia Organa, Alvo Dumbledore e Nicolau Flamel, aliados de batalha que tornaram-se grandes amigos. Diana abraçava seus filhos, enquanto o parabéns para os garotos era cantado em coro por todos. Era nesses momentos em que ela se lembrava da escolha que havia feito, de abandonar seus poderes, de abrir mão de viver com seu povo, para render-se ao amor que sentia por Bruce, e agora, por seus filhos. A cada dia, ela sentia que havia feito a escolha certa.

Para Bruce, os sentimentos eram semelhantes. Sua cruzada havia tomado por completo seu corpo e mente, lhe fechando para o mundo. Ele passou por momentos terríveis, mas ao lado de Diana e Clark, pode enfim sair das trevas e ver a promessa que fez no túmulo de seus pais ser cumprida. Porém, ele encarava Dumbledore, com quem havia feito um acordo oculto, que muito em breve, colocaria um fim naquela cruzada, para que enfim, os heróis deixassem aquele mundo nas mãos da humanidade, e ele e seus amigos, enfim viveriam suas vidas como pessoas normais.

2 anos antes.

Alvo vai à Mansão Wayne, sendo recebido pelo fiel mordomo do bilionário, Alfred. Wayne o esperava na belíssima sala de jantar, onde os três se sentam. Bruce diz que tinha uma missão muito importante, e acreditava que somente Alvo poderia cumpri-la, quando chegasse a hora.

Curioso, Alvo sequer pisca ao longo do discurso de Wayne. O Cavaleiro das Trevas diz que reconhece que a união entre tantos poderes foi benéfica para o mundo, mas ele podia prever uma espécie de dependência entre os humanos comuns e eles. Por conta própria, ele estava reunindo um time secreto de agentes para uma equipe chamada ERH (Equipe de Resistência Humana). Para que, quando eles saíssem de cena, a humanidade pudesse se virar sozinha.

Dumbledore reflete e conclui que Batman não está totalmente errado, mas agir por baixo dos panos é praticamente traição. Wayne afirma que os outros não entenderiam, somente ele é esperto o bastante para ver além do presente. Um dia, eles sairão de cena, ou fracassarão, e o mundo deve sobreviver além deles. O Morcego desejava que Dumbledore aceitasse uma proposta de presidência rotativa, assumindo seu posto quando chegasse a hora. Os bruxos eram homens e mulheres comuns, poderiam viver na sociedade para sempre, mas os heróis, esses precisavam sair de cena. E assim que fosse a hora, ele pediria a Dumbledore para ajudá-lo a mover esse processo.

Alvo recusa, pelo menos por hora, ele não poderia aceitar tanto poder dessa forma. Ele diz que, por tudo que viveu, a vida tem seus próprios planos. Se o destino deles for o esquecimento, assim será, mas eles não devem planejar a própria queda enquanto o mundo precisa deles. Alvo bebe algumas taças de vinho e se despede de seu amigo, que, apesar de um pouco decepcionado, podia sentir que a ideia havia tentado Dumbledore, nem tudo estava perdido.


O tempo havia passado, e cada vez mais a idolatria aos heróis tornava-se um problema. Dumbledore compreendeu isso e faria sua parte no plano quando chegasse a hora.

Porém, Clark Kent escutou a quilômetros de distância um ataque no centro de Metrópolis, com uma voz destacando-se entre as demais: Lex Luthor. Ele e seus aliados da Legião do Mal haviam desaparecido por anos, mas, se haviam se revelado naquele momento, só poderiam ter algo terrível em mente.

 

Clark anuncia o ataque a Bruce, que rapidamente mobiliza todos, menos sua esposa. Diana estava sem poderes e possivelmente não poderia ajudá-los. Ela sentia-se incutida a agir, mas aceitou permanecer lá, enquanto seu marido e amigos lidavam com a ameaça, colocando-se em risco por aqueles que não poderiam se defender, pessoas como ela havia se tornado agora...

Em Metrópolis, Luthor liderava a Legião do Mal, composta por Mulher Leopardo, Exterminador, Arraia Negra e Solomon Grundy. Luthor havia desenvolvido dezenas de robôs, que espalhavam-se em volta da cidade, como se preparassem algo grande.

Porém, enquanto Luthor proclamava seus discursos megalomaníacos perante o povo, um soco potente atingiu suas costas, um borrão azul e vermelho, era Superman. Logo atrás do Homem de Aço, surgiam os heróis da Liga Intergaláctica da Justiça.

Alvo e Flamel convocavam os aurores próximos, confrontando os robôs que cercavam a cidade, a mando de Batman, para impedir quaisquer que fossem seus propósitos. Flash rapidamente retirou todos os civis próximos ao centro da batalha, enquanto Batman avançava diretamente contra Slade Wilson. O Cavaleiro das Trevas aplicou uma voadora contra o peito do mercenário, que bloqueou seu ataque com seu próprio bastão de aço, rapidamente contra-atacando, com um rápido giro, acertando a arma de aço diretamente na lateral do crânio do herói, fazendo-o cambalear. Slade era mais forte, rápido, resistente, Batman estava com quarenta anos, cada dia mais lento e fraco, mas ainda tinha seu maior trunfo, a esperteza. Slade lançou-se em direção ao herói, que em um rápido giro, usou suas pernas para arremessar o vilão contra o chão, e rapidamente combinou a manobra com um arremesso de batarangues explosivos, que foram rapidamente rebatidos por Slade, mas que acabaram partindo sua arma, apenas uma, de muitas.

Hal Jordan protegeu-se das rajadas ópticas de Arraia Negra, enquanto o Caçador de Marte aproximava-se pelas costas do vilão, lhe aplicando um soco potente pelas costas, expondo-o a uma rajada energética sob o adversário, nocauteando-o rapidamente.

Solomon tentava atingir Luke e Leia, que nem ao menos haviam sacado seu sabre, tentando apenas cansar seu adversário, mas o morto-vivo seguia tentando esmagá-los, forçando Luke a ativar sua lâmina verde. Com um rápido movimento, Luke corta o braço esquerdo de Grundy, fazendo-o urrar de dor, mas ele continuou lutando. Leia então usou a força para penetrar sua mente, forçando-o ao desmaio, aproveitando a confusão de seu cérebro após o ataque de seu irmão.

Superman tentava golpear Luthor, que usava escudos de sol vermelho para enfraquecê-lo, enquanto Barry derrotava Mulher Leopardo com uma sequência avassaladora de golpes.

Batman permanecia na defensiva, espancando os ataques incessantes da lâmina de Slade. Em um rápido movimento, o Homem Morcego prendeu a espada de Wilson entre suas barbatanas, quebrando-a ao meio. Exterminador chutou seu rival para longe, que voou dois metros para trás. Uma troca de socos e chutes iniciou-se, com Batman sofrendo para manter-se consciente. Um soco potente acertou o queixo de Slade, quebrando-o, junto com dois dedos de Wayne. Ativando suas luvas elétricas, Bruce as pressiona contra o teste de Slade, fazendo-o urrar de dor, mas ainda capaz de sacar uma faca, e finca-la na barriga de Batman, fazendo o líquido rubro jorrar pelo aço quente. Ambos travavam um jogo de resistência, que, mesmo com todos os seus aprimoramentos genéticos, Slade perdeu, caindo desacordado. Batman caiu de joelhos, lutando para manter-se consciente, sentindo o sangue abandonar seu corpo.

Os robôs foram completamente obliterados, e Superman, mesmo enfraquecido, devastava seu adversário, usando sua visão de calor para romper a armadura de Luthor, que, como última jogada, pôs seu plano derradeiro em prática, mas nem de longe da forma planejada. Um mini buraco negro nasceu no núcleo do traje de Lex, buraco esse que deveria ser expandido sobre a cidade, mantendo-o sob controle, mas não era o caso. Um poder descontrolado agora se voltava contra Luthor, sugando-o para dentro dele. Hal rapidamente usou seu anel para proteger seus colegas, enquanto via os aliados de Luthor serem sugados para o vácuo eterno. Superman correu em direção ao centro do poder e usou suas mãos nuas para tentar contê-lo, enquanto Luke e Leia usavam a força para mantê-lo limitado no tamanho em que estava. Superman usou todas as suas forças e, enfim, fechou o portal, causando uma imensa explosão, que foi contida por Dumbledore, que formou um campo de força em volta da zona de batalha.

O povo e a mídia rapidamente os cercaram, agradecendo-os como se fossem divindades. Superman tentava lidar com todos, mas Bruce ordenou que eles os deixassem, e Superman obedeceu mesmo contrariado. Havia pessoas com camisetas e ícones religiosos com as formas de Superman, Batman e até mesmo Luke, lhes pediam infinitos favores, aos quais eles até desejavam cumprir, mas sabiam que não poderiam, eles não poderiam fazer tudo para eles, e isso logo causaria uma ruptura entre eles, com dois nomes em cada lado, Batman e Superman.

 

3. Segredos

Nos meses seguintes, mais um evento os reuniu, a consagração de Dumbledore como diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, que estava há décadas sob a direção de Armando Dippet. Um lindo banquete foi oferecido, e o maior bruxo de todos os tempos recebeu mais uma honraria, digna de seus feitos e sabedoria.

O clima após a celebração não se manteve, já que o escritório do agora nomeado diretor foi palco de uma acalorada discussão. Batman defendia que, pouco a pouco, os heróis deveriam deixar de interferir na sociedade, não só pelo nível de paz considerável que já alcançaram, mas também para permitir que a humanidade andasse com as próprias pernas. Superman, por outro lado, tinha uma visão um tanto paterna em relação à Terra, e acreditava que os seres humanos ainda necessitavam de sua ajuda. Alguns, como Mulher Maravilha, Flash e Lanterna, se posicionaram a favor de Batman, mas definitivamente não eram maioria. Luke era um Jedi, e seu dever era estar sempre a postos para ajudar, e Dumbledore foi literalmente o responsável por revelar o mundo bruxo aos trouxas, isso era algo irreversível.

Bruce enfatizava o erro que estavam cometendo em permitir que as pessoas permanecessem cultuando-os daquela forma. A parceria entre as comunidades trouxas, bruxas e a Aliança Rebelde fez o mundo evoluir grandemente, eles não eram mais necessários. Superman e Lanterna Verde creem que têm um dever eterno com a humanidade, pelo dever que receberam.

 Aquele debate tinha tudo para se estender por muito e muito tempo, mas os eventos que se seguiriam iriam forçá-los a tomar decisões drásticas.

 

A anos luz da Terra, Plagueis sentava-se em seu trono, enquanto seus poucos acólitos faziam os últimos preparativos para seu experimento supremo. Naquele instante, uma figura encapuzada adentrou o castelo, ajoelhando-se perante ele. Plagueis sentia o poder da força emanando daquele ser. Ele exigiu que ele se levantasse, algo que ele obedeceu prontamente.

Encarando o vácuo escuro abaixo do capuz do convidado, ele pediu que ele cumprisse uma missão, com a mesma eficiência que cumpria as ordens de seu antigo mestre, Darth Sidius. Seja lá quem fosse esse agente das trevas, ele havia servido ao Imperador, e agora, servia ao novo Lorde Sith no poder. Sua missão, matar a maior ameaça na Liga Intergaláctica da Justiça, não Superman, nem mesmo Batman, mas Luke Skywalker, o grão mestre da nova Ordem Jedi.

 

Muito longe daquele horripilante planeta, Luke Skywalker treinava seus younglings, no belíssimo templo de Yavin 4. Ele os instruía a abandonar seus preceitos e confiar somente em seus instintos, que estão intrinsicamente conectados à força. Os estudantes levitavam pedras com enorme facilidade, aprendiam tão rápido quanto o próprio mestre Jedi. Ele também havia iniciado o treinamento de seus sobrinhos, que apresentavam um potencial tão grande quanto o seu na força. Jacen e Jaina emanavam um poder absurdo, e com a instrução certa, seriam os futuros herdeiros da Ordem Jedi. Luke já tinha seus trinta anos, dedicou 11 deles à Guerra Civil contra o Império e o restante à reconstrução da Ordem. É óbvio que ele almejava reconstruir aquilo que seu pai havia destruído, uma ordem justa e aberta aos sentimentos, mas não era a primeira vez que ele refletia sobre sua própria vida. Leia tinha seu casamento e seus filhos, assim como seu pai os tinha. Skywalker jamais havia se aberto ao amor, a ressurreição dos Jedi havia se tornado literalmente a sua única motivação. Cheio de dúvidas, Luke caminhou pelos cantos do imenso palácio e se sentou de pernas cruzadas, meditando. Lá, ele ouve a voz de seu pai. Anakin diz sentir as angústias de seu filho, que eram semelhantes às suas. O ex-Cavaleiro Jedi diz que seu filho não deve reprimir sentimentos como ele fez, pois isso leva ao lado sombrio, mas, de forma alguma, ele deve abdicar de seu objetivo com a Ordem Jedi. Os Jedi são altruístas e devem sempre pôr o interesse dos outros à frente do seu. Ele pede paciência, como um espectro da força, o Escolhido era capaz de contemplar o passado e prever o futuro, um poder invejável, e apesar de não poder dizer tudo que gostaria a seu filho, ele apenas o garantiu, que o que ele desejava, viria com muito custo, mas valeria o esforço.

Luke aprisiona sua quase algoz em uma prisão energética, onde tenta interrogá-la, sem sucesso. Ela sabia que o Jedi não iria torturá-la, nem ameaçá-la. Porém, Skywalker tinha outros modos de saber quem ela era, através da força. Luke invade a mente da desconhecida e começa a vasculhar suas lembranças mais importantes. A vida dela era como um livro aberto diante do poder de Luke.

Voltando a memórias antigas, ele vê a garota, mais jovem, em uma pequena oca em Endor, ao lado de um homem, seu pai, um cavaleiro Jedi. Eles viviam tranquilamente entre os animais nativos, escondidos do Império. Certa noite, um terrível incêndio começou a devastar aquelas matas, e os animais gritavam e morriam, aquela magia e paz haviam sido destruídas pelo lado sombrio da força. Os Inquisidores marchavam ao lado das tropas imperiais, procurando um Jedi. O Jedi esconde sua filha em uma cabana no topo de uma árvore.

O Jedi confronta os Inquisidores, enquanto sua filha vislumbra tudo por uma fresta na porta, quando de repente, uma figura sombria surge em meio à destruição, agarrando o pescoço do homem com a força, cortando sua vida. A menina olhava aquela cena com um semblante de puro terror, e aquela fera podia sentir cheiro de medo. Ela subiu as escadas e, sem dificuldade, destruiu a porta, ouvindo seu choro debaixo da mesa. Mara estava cara a cara com uma figura familiar para Luke, seu pai, Darth Vader.

O Lorde Sith nocauteou a garota com a força. Ele tinha planos para transformar a garota em uma aliada oculta do Imperador e a levou até seu mestre. Sidius reconheceu o enorme poder da garota e, desde cedo, a fez sofrer de todas as formas possíveis, despertando primeiro o medo, depois a raiva, depois o ódio, fazendo o poder do lado sombrio emanar dela.

Mara Jade seria uma executora secreta, que iria eliminar traidores dentro do Império, independente de quem fosse, até mesmo Vader. Por anos, Mara esteve controlada pelo mais puro ódio, matando todo aquele que se erguia contra seu mestre, sendo sua serva mais fiel.

Jade se mantém em silêncio, até que, de maneira inesperada, Luke abre sua mente para ela e deixa que a Jedi sombria descubra tudo sobre ele também. Mara vaga pela mente de Skywalker e vê que ele também foi desafiado pelo poder das trevas, que o tentou de todas as formas possíveis, mas ele permaneceu firme. O filho do Escolhido havia se tornado um símbolo de esperança, alguém que conseguiu curar até mesmo o pior dos monstros, Darth Vader.

Ao voltar a si, Mara se vê cercada por vários fantasmas da força, entre eles seu pai, que mais uma vez declara seu grande amor por sua filha e afirma que ainda não era tarde demais para ela.

Após a morte do Imperador pelas mãos de Vader, Mara foi atraída por Plagueis até sua fortaleza, onde continuou a seguir o caminho dos Sith. Diferente de sua relação com Sidius, Mara sabia pouco sobre os segredos de Plagueis. A única coisa que ela poderia garantir a Skywalker era que o Lorde das Trevas estava tramando um plano monstruoso para obliterar os heróis. Luke era peça chave para detê-lo, por isso ele pediu para Mara matá-lo. Ela poderia levá-lo até a fortaleza, onde teria a chance de impedir seu plano antes que fosse tarde, mas para isso, ele precisaria libertá-la e levá-la consigo. Era arriscado, mas seus instintos diziam que ele poderia confiar nele. Mesmo com o pouco tempo de convívio, ele havia sentido seu interior e podia sentir a profecia que seu pai lhe entregou, enfim, se concretizando.

 

Enquanto isso, em Metrópolis, a noite escura era cortada pelas luzes da cidade. A neve caía sobre as ruas iluminadas, e mesmo nas altas horas da noite, pessoas ainda transitavam despreocupadas, o tempo do medo havia passado. Em seu apartamento recém-adquirido, presente de casamento de Bruce Wayne, Clark Kent tentava se desligar dos sons que não paravam de atingir sua mente. Superaudição nem sempre era uma benção. Lois dormia ao seu lado, e era possível ouvir um som vindo de dentro de seu corpo, um batimento cardíaco. Ele ficou sem acreditar por um momento, ele sabia que um nascimento de uma relação entre um kriptoniano e um humano era algo extremamente improvável, mas, ao usar sua visão raio-x, ele enxergou através do corpo de Lois e viu o pequeno bebê se formando. Um sorriso bobo se forma em seu rosto, e ele suavemente beijou a nuca de Lois. Ele se lembrou de quando revelou sua dupla identidade a ele, anos antes (Superman: Homem do Amanhã), e de como foi capaz de amá-lo de todas as formas. Ele sentia-se acolhido por aquele mundo, mesmo tão diferente. Lois, seus pais e seus amigos lhe tratavam como um igual, e agora, ele poderia realizar mais um de seus sonhos ao lado de uma humana.

Ele precisava contar aquilo para alguém. Vestindo rapidamente seu traje, ele voa até Gotham, rumo à Mansão Wayne. Pousando em frente à enorme porta de vidro que levava à belíssima sala de estar da casa. Ele enxerga a família Wayne sentada em frente à TV e bate levemente na porta. Bruce o recebe, e apenas pelas suas expressões, sabia o que havia acontecido. Batman e Mulher Maravilha parabenizam seu amigo, que os convida para serem padrinhos de seu filho, pedido que é aceito de imediato.

Como se tornava comum naqueles tempos, o trio abria um bom vinho ao qual Clark jamais bebia, preferindo sempre um bom gole de água, e celebrava. Uma amizade forjada pela necessidade havia se tornado uma irmandade, uma família.

 Antes que Super voltasse para sua casa, Bruce lhe lembrou da sua discussão anterior, talvez um filho fosse motivo suficiente para ele interromper a carreira de herói. Dessa vez, Clark não negou de primeira, mas disse que precisava pensar melhor.

 

Em Korriban, Plagueis finalmente conseguiu ligar os dois universos. Abalos sísmicos fazia o planeta tremer, raios rasgavam o céu, e saindo do céu, chegava a X-Wing de Luke Skywalker, espantando com a violência da tempestade em volta do templo sith. Mas, nem mesmo Skywalker poderia esperar, o que estava diante de Plagueis agora.... Era a deturpação mais absoluta de tudo que eles haviam construído desde antes da morte do Conde, a transformação de seus símbolos de esperança, em aberrações asquerosas, e a primeira contraparte que Plagueis pode contemplar, era justamente a do líder de toda essa revolução, Batman, ou pelo menos, uma analogia cruel ao Cavaleiro das Trevas.....

 

4. O Terror de Gotham

Gotham City, 1932, o bilionário Bruce Wayne retorna a Gotham City após dez anos ausente. A figura de Wayne era bizarra, alta e esguia, quase não se podia ver vida em seus olhos. A morte de seus pais, Thomas e Martha Wayne, seguida pela de seu mordomo, Alfred, tornou Bruce uma figura decrépita, criada em um orfanato, e assim que atingiu a maioridade, viajou pelo mundo, retornando tão estranho como nunca.

 A Gazeta não perdeu tempo em estampar a figura bizarra do Príncipe de Gotham em todas as capas de jornal, mas ele não imaginaria o horror que tomaria conta dos jornais e dos pesadelos de Gotham pelos próximos meses.

Tudo começou no mês seguinte ao retorno de Wayne. Alguns criminosos haviam relatado a figura de um Morcego Gigante sequestrando e matando pessoas pelas ruas da cidade, mas ninguém em sã consciência acreditaria nessa fantasia.

 O Asilo Arkham era a casa das mentes mais fantasiosas da cidade, os homens e mulheres condenados a apodrecer nessa mansão velha e precária, capaz de enlouquecer até o mais racional dos homens. Lá, habitavam mentes psicóticas como a de Victor Zsasz, assassino em série que aterrorizou a cidade por dois anos, antes de ser capturado pelo tenente Jim Gordon. Victor era um caso irreversível, o tipo de lixo que infestava Gotham, o tipo de lixo que o Morcego iria expurgar. As luzes do velho manicômio se apagaram simultaneamente, deixando tanto internos quanto funcionários apreensivos.

Hugo Strange, diretor de Arkham, foi ao lado do guarda Aaron Cash até o gerador para religá-lo. Chegando à sala de máquinas, eles viram a caixa de fusíveis completamente destroçada, e fincado entre os cabos, uma espécie de dardo em lâmina em forma de morcego, extremamente afiada. Antes que Cash pudesse retirá-la para ver melhor, ele e seu chefe puderam sentir o aço gelado dela cortando seus pescoços. Ajoelhado no chão, ele tentava conter o sangramento com suas mãos, enquanto sua visão embaçada via uma figura sombria, com chifres enormes e uma capa negra, sair da sala em uma velocidade incrível.

A sombra atravessa os corredores, matando sem dó todos os guardas e internos em seu caminho, não distinguindo criminosos de inocentes. Os socos da figura esmigalhavam os ossos de todos que tentavam detê-lo, o sangue banhava o corredor a cada passo daquela criatura da noite.

A segurança máxima estava sendo guardada por um único homem, que tremia de medo com uma lanterna em suas mãos. Ele ouvia gritos nos corredores à frente, e não tinha coragem de verificar de quem eram. Apontando a lanterna para a porta, ele a via abrir lentamente, com longos dedos finos surgindo por ela. Aquilo já tinha feito o homem gelar o sangue, mas o que viria a seguir iria aterrorizá-lo. Uma figura enorme, com quase dois metros de altura, assustadoramente magra, olhos brancos sem vida e um leve sorriso em seu rosto. A figura sussurrava as palavras vingança e justiça, enquanto se aproximava do guarda, paralisado de medo. Conseguindo reagir, ele dispara diretamente no peito da criatura três vezes, e ela nem mesmo recua. Agarrando seu pescoço, o ser o tirou do chão com uma força sobre-humana e, com um forte aperto, acabou com a vida do homem.

Andando lentamente, ele chegou à sala de Victor, tremendo de medo. Sorrindo, a criatura fechou a porta da cela e fez o que tinha que fazer. Naquela noite, mais de 80 internos foram mortos, junto com 20 funcionários. Entre os mortos mais chocantes, tivemos Hugo Strange, Victor Zsaasz, Hera Venenosa, Harvey Dent, Charada. Inicialmente, a população da cidade não sabia como enxergar esse Batman, mas, com o passar dos meses, eles perceberam o que era o Morcego. Semanalmente, pessoas sumiam sem a minha explicação, e sem ficha criminal. A polícia se arrastava para capturá-lo, e quando algum investigador chegava perto de algo, era morto misteriosamente pelo Batman.

O Cavaleiro das Trevas forçou a polícia a criar um programa de rádio para prevenção de ataques. Gotham estava em crise, o medo, como nunca antes, havia penetrado no coração de TODOS daquela cidade, Batman era uma ameaça a todos.

O povo era capaz de suportar o terror imposto pelo crime organizado, mas o clima de terror que a figura de Batman gerava na cidade fez com que muitos deixassem a metrópole. Jim Gordon, promovido a comissário após o assassinato de Loeb pelas mãos de Batman e o desaparecimento de sua família, assumiu a caça ao Batman, ao lado da repórter Vicky Vale. Eles investigavam alguns nomes entre os sequestrados de Batman: Jason Todd, Dick Grayson, Katty Kane e até mesmo sua filha, Bárbara Gordon. Vale afirma sua suspeita em Bruce Wayne, que simplesmente sumiu desde que Batman surgiu, algo realmente suspeito.

Enquanto eles investigavam o paradeiro do Homem Morcego, Selina Kyle tentava se manter o mais longe possível dele. Mulher-Gato saía de um apartamento de luxo com um belíssimo colar de pérolas em suas mãos. Ele queria arrecadar dinheiro o suficiente para deixar Gotham. Desde que Batman surgiu, o crime vem se tornando algo cada vez mais arriscado. Ela fechou a janela atrás dela, mas quando pulou para o telhado ao lado, se deparou com a última pessoa que desejava ver. O Morcego estava parado em frente a ela, como uma estátua. Em todos os relatos que ouviu sobre aquela aberração, todos diziam que ele era incapaz de falar qualquer coisa além de vingança e justiça, mas para ela, ele falou algo mais. Ele disse que tentou ignorá-la, mas ela brincou com sua boa vontade, e agora, iria pagar. Treinada pelos melhores lutadores de rua de Gotham, Selina avançou contra a gárgula à sua frente, que desviou de seus socos e chutes com uma velocidade quase paranormal, aquilo não era humano. Com um potente soco no peito, Batman levou Selina à inconsciência.

Jim e Vicky chegaram à Mansão Wayne, para fazer uma minuciosa investigação na antiga casa da família mais rica de Gotham. A dupla verificava cada detalhe, até descobrir uma passagem escondida atrás de um relógio de ponteiro, que esteve levemente para o lado, como se quisessem que eles descobrissem. Descendo as escadas escuras, eles chegaram a um imenso complexo de cavernas, repleto de morcegos. Discretamente, saíram dos cantos algumas figuras masculinas e femininas, com os rostos enfaixados, mas ainda assim, à mostra o bastante para serem reconhecidos como alguns dos jovens desaparecidos. Ambos foram subjugados, e Gordon recobrou a consciência amarrado a uma cadeira elétrica. À sua frente, estava Batman. Ele injetava uma substância chamada por ele de Lázaro, que o tornava forte e rápido como um animal. Ele revela que aquelas pessoas sequestradas eram seus 'filhos', que seriam treinados para lhe ajudar em sua missão. Ele afirma que Gotham precisava de uma purificação, e apenas através do medo absoluto e da eliminação das pessoas indecentes, eles poderiam alcançar esse sonho. Gordon afirma saber que ele era Bruce Wayne, e que poderia ajudá-lo a combater a loucura que o atingia. Ele afirma que Bruce já não existia mais, Batman era a única coisa que restava, Wayne havia perdido tudo e criado uma nova personalidade, sem sentimentos e sem limites, focada somente em sua missão. Olhando para os lados, Gordon vê Vale e Kyle, enquanto Batman subia as escadas em direção a uma alavanca, ativando a cadeira, com choques que não os matariam, mas corromperiam suas mentes o bastante para servirem em sua cruzada de 'justiça'.

Plagueis ficou maravilhado ao ver aquilo, percebendo que teria um líder para sua operação, e um líder que poderia corromper completamente a imagem do mais valoroso herói da humanidade, mas ele era apenas um daqueles que o Lorde Sith pretendia reunir.

 

5. O Amanhã Sombrio

Era mais uma noite no Kansas em 1910, quando o casal Jonathan e Martha Kent observava a belíssima noite estrelada que pairava sobre eles. Deitados na grama verdejante, eles sonhavam com seu futuro, recém-casados, logo teriam sua própria casinha, uma plantação de arroz, uma cerquinha branca simples guardando sua propriedade, sua humilde visão do sonho americano, visto pelos olhos daqueles jovens apaixonados.

 Entre as estrelas, surge um objeto em chamas, caindo muito rapidamente, cortando o céu mais rápido que um raio. Jonathan ergue Martha, colocando-a atrás de si.

 O objeto se choca contra o solo, erguendo uma enorme nuvem de poeira. Jonathan foi correndo em direção ao local da queda, mesmo com a relutância de sua esposa. Ao se aproximar, viram o que parecia uma espécie de aeronave, diferente de tudo que já haviam visto. Eles sabiam que deviam avisar as autoridades, mas a curiosidade falou mais alto.

 Arrancando a porta da pequena nave, Jonathan viu algo que lhe chocou tanto quanto a queda do objeto: um bebê, envolto em lençóis, dormindo tranquilamente, sem um único ferimento.

Martha pegou a criança no colo, impressionada com tudo aquilo.

Jonathan olha em volta, ninguém havia visto, eles estavam no meio do nada. Ele encara Martha, em dúvida. Ele sempre sonhou em ser pai, mas aquela... coisa, nem sequer era humana, talvez pudesse transmitir-lhe algo... Ele sabia que não poderia abandonar um recém-nascido, por isso disse a Marta para levá-lo ao orfanato, enquanto ele cuidaria de sumir com a nave.

Os olhos da jovem cruzaram-se com os do bebê, que lhe olhava com curiosidade. Ela sentiu a pureza do menino, mas, ao mesmo tempo, temia-o , aquilo parecia um chamado do além, mas um que ela não julgava estar pronta para atender. Sem pestanejar, ela levou o garoto até o Abrigo de Menores de Smallville, anexo ao Convento das Irmãs Carmelitas.

As freiras que cuidavam do local acharam o bebê e rapidamente o abrigaram. Ao longo dos anos, Clark, como ele foi chamado, cresceu diferente dos outros meninos, mais forte, mais rápido, e sempre usava seus dons para obter alguma vantagem.

Ele sempre soube ser diferente e guardava uma mágoa por ter sido abandonado por quem quer que fossem seus pais. Porém, a tristeza com o passar dos anos tornou-se desprezo. Ele se achava acima de tais relações, não precisava de orientação alguma de seus pais. Sem o exemplo humano, Clark tornou-se servo de seu próprio ego.

 No colégio, era um fenômeno em todos os esportes, oprimia seus colegas e até mesmo professores, mas sem nunca explicitar totalmente o nível de suas habilidades. Desde cedo, ele percebeu que seus poderes lhe trariam a admiração e o pavor de todos, mas para isso, ele precisaria atingir seu ápice em silêncio. Em Smallville, ele se provou capaz de correr mais que um trem, erguer caminhões e soprar ventos capazes de apagar incêndios. Os Kent por vezes visitavam o orfanato para vê-lo, mas nunca sequer ousaram direcionar-lhe a palavra.

 Ele imaginava que não era realmente humano, mas queria conhecer mais sobre seu passado, entender sua origem.

Crescido, ele perguntou à freira quem foi a família que lhe havia deixado em sua porta, e ela relutantemente afirmou que foram os Kent. Um ódio pulsante surgiu em seu peito, ele agora sabia quem o havia relegado ao abandono.

 Ele vai até a casa do casal de fazendeiros e revela sua história. Jonathan o leva até o galpão onde haviam escondido sua nave. Ele conta que o garoto havia vindo do espaço. Porém, Clark questiona o porquê de eles o terem abandonado, e Jonathan explica que eles tinham medo do que ele era.

Medo, aquele sentimento havia se tornado sua maior força com o passar dos anos, usando seus poderes para causá-lo, e então manipulando-o para conseguir o que queria. Mas percebeu que somente isso não mais lhe bastava, ele queria adoração, queria ser visto como alguém melhor, mas, para Jonathan e Martha Kent, o medo seria tudo que ele iria lhes oferecer.

O kriptoniano sorriu e disse que agora eles iriam ter motivo para temê-lo. Seus olhos brilharam em vermelho e, com uma rajada laser, decapitaram Jonathan Kent diante dos olhos perplexos de sua esposa, que caiu de joelhos em desespero.

Clark a agarrou, voando com ela até além das nuvens, onde o ar já não chegava a seus pulmões. Ele ordenou que ela olhasse para baixo, apenas para ver a altura que estava, e soltou um grito sufocado. Ele a encarou nos olhos, sorrindo, dizendo que agora todos naquele mundo iriam saber seu nome, ele seria adorado, em resposta ao desprezo que ela lhe deu, mas ela não viveria para vê-lo no topo. Assim, ele solta Martha, deixando-a cair por centenas de metros, antes de chocar-se facilmente contra o chão.

 Ele recupera sua nave e descobre o Erradicador dentro dela, levando-o até o Polo Sul, onde, ao jogar o objeto dentro de uma cratera, o objeto deu origem à Fortaleza da Solidão. Dentro da enorme base de gelo, ele encontrou um traje azul e vermelho, com um símbolo de S no meio. Ele descobre a história de Kripton e como seu pai havia o enviado para guiar a humanidade a um futuro melhor. Nesse momento, Clark ressignificou totalmente essa mensagem, acreditando que ele deveria botar a humanidade sobre seus pés, para que sob suas ordens, ele alcançasse a glória. Ele tinha os poderes e o conhecimento para guiar essa espécie atrasada para um futuro de glória.

Ao invés de viver uma dupla identidade, Clark nunca assumiu o alter-ego do repórter bobalhão do Planeta Diário, ao invés disso, sua própria arrogância o levou a se autodenominar como Superman. Ele não se importou em tentar se passar por humano, ele seria somente ele mesmo.

Ele passou a combater o crime de maneira brutal em Metrópolis, eliminando criminosos e fazendo questão de aparecer na mídia e receber os aplausos do público, como se aquilo fosse o alimento da sua alma. Lois Lane, repórter do Planeta Diário, estava disposta a desmascarar o Homem de Aço, como uma figura digna de nojo, não de exaltação.

Superman, por outro lado, sentia uma certa atração pela repórter, apesar de não ser correspondido. Ele mesmo foi ao seu apartamento, exigindo que ela fizesse uma entrevista com ele. Essa era a grande oportunidade dela descobrir algo que o prejudicasse publicamente. Superman falhou nas atrocidades mais arrogantes que se poderia dizer, totalmente ao contrário do Escoteiro humilde do universo original. Mesmo com a entrevista publicada, havia quem ainda o defendesse. Porém, a opinião pública vai de encontro a Lois, após o duelo entre Superman e um monstro conhecido como Parasita. Seu duelo acabou com a morte de Parasita, quando Superman usou sua visão de calor para sobrecarregá-lo e explodi-lo em meio à cidade. Centenas de pessoas foram mortas pela irresponsabilidade do Homem de Aço, que agora não tinha mais o carinho que o movia. Seu ego não podia aceitar o ódio das pessoas. Ameaçá-las não lhe interessava, ele queria a sua admiração, não seu pavor, ele iria fazê-las admirá-lo de novo.

Decidido a recuperar o apreço do povo, ele foi ao Planeta Diário, afirmando saber dos horrores que havia em Gotham City, e convidando o Batman para um duelo. Talvez, matando o Cavaleiro das Trevas, ele poderia recuperar o amor da humanidade.

Chegando em Gotham, ele monta um sinal em formato de morcego sobre um holofote e o acende, expondo o símbolo do Batman no céu noturno, em tom de provocação ao Homem Morcego. Ele esperava o Cavaleiro das Trevas no topo da catedral da cidade, e sua super-audição foi capaz de ouvir seus batimentos cardíacos, antes mesmo de o ver. Era uma figura realmente bizarra, mas nada que pudesse assustar um deus como Superman. Ele prometeu finalizá-lo rapidamente, preparando uma rajada de sua visão de calor, mas, seus olhos apenas ardiam. O nariz do Homem de Aço sangrava, era a primeira vez que ele via seu sangue. A figura sombria à sua frente começava a mudar de forma, criando asas em suas costas e olhos amarelos como fogo escaldante. Batman estava usando gás do medo, misturado com kriptonita em forma de gás, deixando o Homem de Aço enfraquecido. Ele ataca ferozmente, deslocando a mandíbula de Superman com um soco poderoso, combinado com uma joelhada no plexo solar, deixando-o sem ar.

Ele jamais havia se sentido tão fraco e, tomado pelo medo, desengonçado, foi surrado impiedosamente. O Cavaleiro das Trevas esmurrou o rosto de Clark, quebrou seu braço direito, partiu sete costelas, deixando-o no chão, rastejando, implorando por misericórdia. O ser mais poderoso da Terra, o tal ´´Salvador´´, estava em frangalhos, chorando por sua vida.

 Ele recobrou a consciência horas depois, amarrado a uma mesa cirúrgica, com o Homem Morcego logo à frente dele. Batman afirma que Superman seria a peça que faltava em sua coleção. Ele já havia sequestrado Mulher Maravilha, Flash, Lanterna Verde e Aquaman, e Superman seria o último meta-humano a ser controlado por Batman. Com esses meta-humanos ao seu lado, ele teria poder para promover as mudanças que desejava. Impotente, Superman apenas implorou por piedade, enquanto o Morcego se aproximava dele com uma pequena lâmina de kriptonita, pronto para realizar a operação que transformaria o maior herói da Terra em um marionete.

 

6. Pelo Bem Maior

Alvo Dumbledore foi o estudante mais brilhante que Hogwarts já teve, sendo admirado por todos à sua volta, por sua inteligência e acima de tudo, humildade. Porém, Alvo tinha diversos problemas pessoais, seu pai estava preso por atacar trouxas, sendo que eles haviam tentado matar sua irmã, Ariana, uma obscurial. Sua relação com seu irmão Albefort era péssima, e ele se sentia cada vez mais sozinho.

Após se formar em Hogwarts, Alvo viajou pelo mundo, conhecendo Gellert Grindewald, um jovem tão brilhante quanto ele, mas com ideais extremistas, tão extremistas, que lhe fizeram ser expulso de Durmstrang, uma instituição receptiva às artes das trevas. Gellert defendia que os trouxas deveriam ser submissos aos bruxos, eles deveriam parar de viver na clandestinidade e ascender como a raça dominante naquele mundo. Dumbledore não era preconceituoso, mas o mal que os trouxas fizeram à sua família fez com que ele abraçasse essas ideias. Juntos, eles desenvolveram um plano para dominar o mundo e levar os bruxos ao seu lugar de direito.

Alvo era um garoto confuso, que encontrou em Gellert um porto seguro e, posteriormente, um amor. Grindewald infiltrou suas ideias na mente de Alvo, tornando-o um seguidor leal.

Albefort confrontou seu irmão, dizendo que era loucura, mas Alvo já não enxergava a razão, pois estava fissurado em Grindewald e seus ideais. Seus irmãos fugiram, tirando de Alvo a única lasca de razão que lhe restava.

 Dumbledore e Grindewald espalharam seu discurso pelo mundo bruxo, trazendo diversos seguidores para o seu lado. Dumbledore era uma referência e atraiu diversos bruxos para o seu lado. Através de manipulação, Dumbledore foi eleito Cacique Supremo do Mundo Bruxo em 1932, com Grindewald sendo seu emissário.

Como lideranças do mundo bruxo, eles iniciaram uma guerra contra os trouxas. A Europa rapidamente caiu sobre seus pés, mesmo com diversos grupos de resistência no mundo bruxo, nada era capaz de deter o rolo compressor maligno de Dumbledore e Grindewald.

Na realidade, era Grindewald que comandava tudo, mas utilizava Dumbledore, um símbolo muitíssimo mais palatável do que ele. Através de seus discursos, a comunidade bruxa tornou-se cada vez mais enfurecida contra os trouxas, desejando abandonar a clandestinidade e assumir o posto de espécie dominante naquele mundo.

Com poderes ilimitados em suas mãos, no caso, a lealdade doentia da comunidade bruxa, Alvo e Grindewald declaram guerra contra os trouxas, iniciando um conflito em escala global. O Reino Unido rapidamente caiu, sendo o primeiro país a sentir os horrores do regime de Grindewald, com os trouxas tornando-se verdadeiros escravos dos bruxos. Naquele cenário, somente um horror poderia cessar outro.

 Em sua Batcaverna, Batman havia controlado a mente dos principais meta-humanos do mundo e os utilizou para proteger os Estados Unidos da ameaça bruxa. Uma guerra estourou no planeta, bruxos, liderados por Dumbledore, e os trouxas, protegidos por Batman e suas marionetes. O Cavaleiro das Trevas, obviamente, não se importava com as vidas, e sim em acabar com a concorrência, permitindo que ele dominasse a maior potência do mundo.

 

7. O Escolhido Caído

Plagueis deliciava-se com tudo aquilo, porém, o terceiro e último cenário que ele iria contemplar era, sem dúvida, o que mais lhe tentava. Ali, ele poderia contemplar o poder absoluto do lado sombrio.....

Anakin e Obi-Wan duelavam em Mustafar. Skywalker havia sido manipulado por Palpatine para trair a Ordem Jedi em troca de salvar a vida de sua esposa. Kenobi estava lá para tentar devolver a razão à mente de seu antigo amigo, ou eliminá-lo se fosse necessário. O duelo era equilibrado, até que Obi Wan chegou ao terreno firme, enquanto Skywalker navegava em uma plataforma sobre a lava. Ele poderia arriscar um salto sobre seu mestre, atacando-o pelas costas, mas seria um ato impensado. Ele prefere saltar na base da rocha onde estava Obi-Wan. O duelo segue, e completamente imerso nas trevas, Anakin supera seu mestre, cortando sua mão com o sabre, e logo em seguida o finaliza com uma estocada no peito. Seu mestre estava morto, e ele, por um momento, sentiu a morte de seu amigo, mas logo superou esse sentimento.

Anakin retorna para a plataforma de pouso e leva sua esposa até o asteroide de Polis Massa, onde Padmé deu à luz a Luke e Leia. Mesmo com todo seu poder, ele não pôde salvar sua esposa, que, vendo a aberração que seu marido havia se tornado, perdeu a vontade de viver.

Vader se sentiu traído e foi até Coruscant cobrar Palpatine. Sidius tentou controlá-lo, afirmando que ele nem sequer havia tido a chance de ensiná-lo os caminhos do lado sombrio, logo, não era culpado pela morte de sua esposa. Insatisfeito com a resposta, ele ataca o Lorde Sith. Um duelo épico se desenrola, e mesmo que Sidius fosse mais habilidoso e experiente, era quase impossível combater o escolhido imerso nas trevas. Em um rápido movimento, Vader corta as mãos de Sidius e o finaliza com um ataque no pescoço. Agora ele era o Imperador.

Vader passava longe de ser um gênio da política, deixando essa função nas mãos de Massa Amida, sendo o Imperador, mais uma figura de força do que política. Darth Vader investiu seus dias no treinamento de seus filhos, Luke e Leia, que foram criados nos ideais do lado sombrio.

O Projeto da Estrela da Morte foi cancelado, pois Darth Vader não acreditava na efetividade desse tipo de superarma. Ao invés disso, ele moveu seus esforços para a construção de uma frota imperial completamente modernizada, e a manutenção do exército de Clones, que estaria fora dos planos de Palpatine para o futuro do Império.

O Império governou com punho de ferro de maneira dominante durante os dez primeiros anos, mas, através de Bail Organa, surgiu um grupo de resistência conhecido como Aliança Rebelde, reunindo grupos extremistas e moderados de todos os cantos da galáxia, formando um desorganizado, porém poderoso exército. Porém, Darth Vader havia se tornado mais poderoso do que até ele mesmo era capaz de imaginar. Os jedis remanescentes foram obliterados, muitos deles com simples acenos das mãos de Vader, e os exércitos rebeldes eram massacrados pelo seu poder, por vezes, sendo mortos somente com rajadas de seus relâmpagos da força, que saíam na cor vermelha. Porém, o poder que ele mais desejava, trazer sua esposa de volta, ele jamais conseguiu alcançar.

Luke e Leia passaram a atuar na linha de frente, no décimo oitavo ano do Império, se tornando os braços esquerdo e direito de Vader. Com seus dois filhos lutando ao seu lado, o Lorde Sith acabou com a resistência Rebelde, tornando incontestável o domínio imperial na galáxia.

Mara Jade se tornou uma de suas Inquisidoras, trabalhando ao lado de seus filhos no estabelecimento da Ordem na Galáxia. Luke e Mara foram os responsáveis por varrer o Cartel Hutt da galáxia, Vader não iria admitir negociação com marginais como Palpatine fez. Luke e Mara invadiram o Palácio de Jabba e eliminaram a todos, poupando apenas Boba Fett, que foi obrigado a trabalhar exclusivamente para o Império.

 Apenas Yoda restava da antiga Ordem Jedi, ficando isolado em Dagobah, sem esperança, sendo acompanhado apenas pelo fantasma de Qui Gon Jin, que lhe orientava a esperar na força, pois ele sabia o destino que aguardava a galáxia, e a profecia ainda iria se cumprir.

Através da força, Vader sente a presença de Yoda em Dagobah, e envia seus dois filhos até o planeta, para que eles dessem um fim ao último Jedi, e completassem seu treinamento. Eles chegam ao planeta pantanoso e encontram o velho e frágil mestre Jedi, de bengala, em frente à sua pequena casinha. Ascendendo seus sabres, eles saltam juntos em direção ao idoso, que repele o ataque com a força, os empurrando para longe, e sacando seus sabres de luz. Ele os acalma e lhes conta tudo que seu pai fez e quem ele era antes de se tornar o temível imperador. Ambos eram extremamente leais ao lado sombrio, mas algo dentro deles dizia que o que saía da boca daquela estranha criatura era verdade. Eles não poderiam decidir nada tão fácil, eram leais demais a seu pai para traí-lo, mas também não matariam Yoda. Os gêmeos abandonam o planeta, refletindo sobre o que ouviram, enquanto Yoda meditava.

Em seu supremo Star Destroyer, Vader meditava em sua câmara, quando começou a sentir um chamado vindo de um lugar longínquo, de uma voz que ele não era capaz de distinguir, mas de alguma forma, lhe parecia muito familiar. De repente, um portal se abriu diante dele, e sem pestanejar, ele atravessou, como se estivesse hipnotizado.

Ao mesmo tempo, Batman, Superman e Dumbledore foram puxados de seus respectivos locais e levados diretamente ao palácio Sith em Korriban. Plagueis estava lá e explica a cada um deles que eram peças fundamentais em seus respectivos universos, e seriam vitais para restaurarem a ordem nesse também, e seriam recompensados grandemente por essa ajuda.

Nesse instante, Luke e Mara Jade chegam ao palácio e alcançam a sala do trono onde esses seres se reuniam. Aquilo estava fora dos seus planos, Plagueis ordena que eles se livrem do intruso, e Superman obedece, atacando de surpresa o cavaleiro Jedi, que é nocauteado instantaneamente. Mara mal tem tempo de sacar seu sabre, quando é atingida por um feitiço estuporante de Dumbledore, que a arremessa em um dos fossos que cercavam a sala. Agora, era o momento de Plagueis e sua ordem sombria subirem ao trono do universo.

Continua.....




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